Big Day! Contagem Regressiva

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Um pouco sobre nós

Demorei um tempo para pensar no que escrever. O blog foi criado e ficou lá... vazio, aguardando o momento de alguma postagem, obviamente minha, que desse razão à sua existência. Razão essa que é o nosso casamento. Queria contar um pouco de nós dois, mas não muito, porque não é possível escrever o que sinto com a mesma intensidade e pureza, não importa o quanto eu tente.
Depois de ler “A culpa é das estrelas”, uma história fantástica de John Green, percebi que o livro foi a inspiração para colocar os dedos em ação e finalmente dar vida ao nosso blog.

Então me lembrei da primeira vez que o vi, impressionada com o tamanho dele, sabendo que era o meu novo chefe, embarcando no meu mundinho que se resumia à tripulação do Maersk Salalah e meus emails sempre um dia atrasados. Mal sabia eu que, nesse embarque literal, ele estaria embarcando para sempre na minha vida. E eu achei o meu novo chefe tão bonito... Mas era chefe. E eu estava ali para trabalhar e aprender. Não era tempo para o coração achar ninguém.
Mas o destino sempre dá seu jeito. E deu. Ele fazia (e ainda faz) um café maravilhoso, no horário que eu tinha mais sono: na hora estudar. Então eu ia tomar o café dele, conversávamos, ele me ensinava alguma coisa do passadiço, depois começamos a falar de nós mesmos e assim o tempo foi passando... Fomos nos apaixonando aos poucos (aos nossos olhos). No entanto a relatividade do tempo impera nos navios e devido ao excesso de convivência, pouco tempo se torna extenso o suficiente para amar alguém. E nesse pouco tempo eu percebi que não saberia viver longe daquele sorriso, que os olhos dele tinham roubado um pedaço de dentro de mim quando olhavam nos meus olhos. E eu poderia falar horas (páginas) sobre isso, mas como todas as histórias de amor de verdade, ela vai morrer com a gente, como deve ser.
Todos os que me conhecem bem sabem que a maior prova de amor que eu poderia dar a uma pessoa (em se tratando de amor romântico), seria casar. Eu, independente e livre demais sempre dizendo: “O casamento é uma instituição falida”. Baseada, talvez, em relacionamentos passados que deixaram cicatrizes (e ensinamentos) e no medo da palavra “sempre”. Mas chegou o momento que eu encontrei o namorado perfeito e, para não perder o namorado perfeito, eu aceitei casar. Afinal, se ele é mesmo o namorado perfeito (como continua sendo), será o meu marido perfeito. Então é melhor que vire oficial.
E cá estamos, preparando um blog, uma festa, convites e mimos para que todos os nossos amigos e familiares compartilhem conosco esse momento especial. O dia que escolhemos para transformar as nossas vidas solitárias em vidas conjuntas. Não uma vida só, mas duas vidas com o mesmo objetivo. Porque “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade”.


Mariah Kurtinaitis